segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Allana - Michel F.M.


[Allana]

Destoava suplicante
Na saleta dos excluídos,
Ali, jaziam fustigantes
Os descartáveis, defeituosos,

Espaço do refugo,
Destinado aos inferiores;
Na xepa,
Somente o que é abaixo da média,
Teria a descuidada intenção.

Entretudo, Allana adivinha
De terras longínquas,
Concebida no velho mundo

Descendia das clássicas,
Entre Ilíadas-e-lusíadas,

Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível,
Em última instância,
Épica epopeia inexprimível.

Tua impaciência como qualidade
Beirava o descuido espatifante,
Dum equilíbrio fino, sem igual,
Na desconcertante lateralidade do bambolê.

Conheci Allana na segunda ou na quarta,
Não me lembro ao certo do dia,
O fato é que na sexta,
Allana já era poesia.

Quando ela compreendeu
Que poderia ser o que quisesse,
Ela se tornou
Tudo o que podia.

Allana, em última instância,
Épica epopeia inexprimível,
Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

O Homem que Lascou a Pedra - Michel F.M.


[O Homem que Lascou a Pedra]

E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,

Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,

Quase sempre trata-se de algo
E alguém.

O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.

Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.

Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,

Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.

Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.

Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,

Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

domingo, 15 de fevereiro de 2026

"Pacífico em Brasas" de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é um poema/canção de tonalidade visceral e niilista, que utiliza o contraste entre a calmaria (Pacífico) e a fúria (Brasas) para articular uma revolta contra a falência das instituições sociais e morais.


"Pacífico em Brasas" de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) é um poema/canção de tonalidade visceral e niilista, que utiliza o contraste entre a calmaria (Pacífico) e a fúria (Brasas) para articular uma revolta contra a falência das instituições sociais e morais.

Aqui está uma análise dos principais eixos da obra:

1. O Título e o Eu Lírico

O título é um oxímoro. O "Pacífico" sugere alguém que atingiu o limite da passividade e, ao transbordar, não busca a paz, mas a destruição regeneradora (as brasas). O eu lírico se posiciona como um agente do caos necessário, rejeitando a "filantropia" e a "tolerância insossa" por considerá-las paliativos inúteis diante de um mundo em "colapso iminente".

2. A Crítica Institucional e Intelectual

O poema dedica versos agressivos à elite intelectual e pedagógica:
  • "Instruídos com nenhuma educação": Ataca catedráticos e acadêmicos, sugerindo que o conhecimento formal não gera ética ou solução para o "flagelo bestial".
  • A Falência da Doutrina: O texto rejeita gurus e mestres, pregando a indisciplina como forma de sobrevivência e progresso.
3. O Choque de Realidade: A Menina e o Legista

O trecho central sobre a "Menina no parque" e a "Condessa no País das Armadilhas" serve como o estopim da fúria.
  • A descrição crua da autópsia ("violação seguida de asfixia") rompe com qualquer lirismo metafórico para aterrar o poema na violência real e brutal.
  • Há uma ironia amarga no final: a criança que nunca recebeu flores em vida é cercada por gardênias e tulipas no cortejo fúnebre — uma crítica à hipocrisia dos ritos sociais que homenageiam os mortos após falharem em proteger os vivos.

4. A Rejeição das Utopias

Diferente de muitos textos de revolta que buscam um "mundo melhor", este poema é anti-utópico:
  • O eu lírico manda "à merda" o equilíbrio, a equidade e a própria utopia.
  • Não se busca a harmonia, mas o "banquete aos relegados". A justiça aqui não é institucional, é vingança e subversão.

5. Estilo e Linguagem

  • Vocabulário: Utiliza termos de peso (inanição, subversivos, distopia, esbraseando).
  • Ritmo: As estrofes finais, com o uso de palavrões e frases diretas, aceleram o ritmo para transmitir um sentimento de "basta" e urgência.
  • Imagens: O uso de elementos térmicos (frio vs. fogo) simboliza a tentativa de aquecer uma sociedade que se tornou "inerte" e "frígida" diante da barbárie.
Resumo: É um manifesto de insurreição individual e coletiva contra uma "podre distopia", onde a única resposta digna à tragédia é a incineração das normas vigentes.

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O contexto sociopolítico de "Pacífico em Brasas" é o de uma sociedade em estágio avançado de degradação institucional e falência ética. O poema não evoca uma revolta política organizada (como um partido ou movimento), mas sim uma insurreição niilista contra o sistema como um todo.

Aqui estão os pilares desse contexto:

1. Crise de Segurança e Ineficiência do Estado

O trecho sobre a menina no parque e a perícia do legista coloca o poema no centro do debate sobre a violência urbana e a ineficiência do sistema de segurança.

A morte brutal e a "autópsia inconclusiva" simbolizam um Estado que falha em proteger o cidadão e, posteriormente, falha em entregar justiça, restando apenas o "corpo inerte em mesa frígida".

2. Descrédito da Elite Intelectual e Acadêmica

O poema reflete um sentimento contemporâneo de hostilidade contra a "torre de marfim" da academia:

Ao atacar "catedráticos, doutores e acadêmicos" como pessoas "instruídas com nenhuma educação", o eu lírico denuncia um sistema educacional que produz títulos, mas é incapaz de resolver as mazelas morais da sociedade. 

É a crítica à negligência estatal e estrutural que mantém desigualdades enquanto a elite intelectual debate teorias distantes da realidade.

3. Falência dos Valores Liberais e Humanistas

O texto marca o fim da crença no diálogo e na "filantropia". O contexto é de um esgotamento com:

Tolerância e Condescendência: O poema vê esses valores como formas de manter o status quo de uma "podre distopia".

Rejeição da Equidade: O eu lírico abandona a busca por reformas graduais ("que se dane a maioria", "foda-se equilíbrio"). Isso reflete um cenário de radicalização onde as soluções moderadas são vistas como hipocrisia.

4. A Revolta dos "Relegados"

O "banquete aos relegados" sugere um contexto de exclusão social extrema. O poema dá voz a um sentimento de vingança de classes ou de grupos marginalizados que, cansados de "relatos deturpados" e de serem geridos por "gurus e molestadores", decidem "indisciplinar as crias" e buscar o que lhes foi tirado através da força ("conquistados violentamente").

Em suma, o cenário é de uma sociedade "Terra Fria" — apática, injusta e tecnocrata — que só pode ser "esbraseada" por uma fúria que não aceita mais as regras do jogo social vigente.

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Pacífico em Brasas
(Michel F.M.)

Após a cordilheira,
Da assombrosa inanição,
No colapso iminente,
Nos resta redenção.

Da valiosa insistência,
Uma mísera porção,
Envolta em resistência,
Nas tantas direções.

Num tempo desprezível,
De pavorosas inversões,
Subversivos verdadeiros,
Podem prover contraversões.

Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.

Morte a tolerância insossa,
Vou progredir pros cantos,
Indisciplinar as crias.

Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.

Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.

Via pros relatos deturpados,
Destroços valiosos requintados,
Conquistados violentamente,
Gestores do flagelo bestial.

Eméritos, gurus, molestadores,
A doutrina nunca foi a solução,
Catedráticos, doutores, acadêmicos,
Instruídos com nenhuma educação.

Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.

Legista concluiu com maestria,
Violação, seguida de asfixia.

Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.

Morte a condescendência tosca,
Vou progredir pros quintos,
Que se dane a maioria.

Foda-se equilíbrio e equidade,
Que se fodam os raros preciosos,
Fodam-se abundantes generosos
E que assim sendo se foda a Utopia.

Menina nunca foi presenteada,
Com rosas perfumadas nesta vida,
Em torno do cortejo o que se via,
Gardênias, tulipas e margaridas.

Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.

Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.

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(Crônicas de um Espelho Meu
E os Fabulosos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado - Esplêndida Face Magnífica)


sábado, 31 de janeiro de 2026

"Pacífico em Brasas" é uma obra do autor Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) que compõe a sua "Trilogia Mestre dos Pretextos", ocupando a segunda posição na série. O livro é frequentemente descrito como uma peça de arte literária que mescla poesia, filosofia e metafísica.



"Pacífico em Brasas" é uma obra do autor Michel F.M. que compõe a sua "Trilogia Mestre dos Pretextos", ocupando a segunda posição na série. O livro é frequentemente descrito como uma peça de arte literária que mescla poesia, filosofia e metafísica

Abaixo, os pontos principais para uma análise da obra:

1. Temática e Estrutura Literária

A obra não segue uma narrativa convencional, situando-se em uma categoria híbrida entre Artes, Filosofia e Poesia. Michel F.M. explora temas densos como: 

Metafísica: O autor busca transcender o mundo físico para discutir a existência e o ser.

Ética e Moral: Há uma reflexão constante sobre as questões fundamentais da conduta humana.

Movimentos Culturais: A obra analisa como o pensamento evolui através das épocas. 

2. O Estilo Poético e Linguístico

O autor é reconhecido por uma linguagem introspectiva. Um exemplo do tom da obra é o trecho: "Após a cordilheira, da assombrosa inanição, no colapso iminente, nos resta redenção". 

Esse estilo sugere uma busca por redenção em cenários de caos ou colapso, utilizando a "brasa" como metáfora para uma chama latente de existência em meio ao "pacífico" (que pode representar tanto o oceano quanto um estado de quietude). 

3. Contexto na Trilogia

Para compreender "Pacífico em Brasas" em sua plenitude, deve-se considerar o arco completo da trilogia publicada via Clube de Autores:

1. Delírio Absoluto da Multidão Atônita
2. Pacífico em Brasas
3. Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas 

4. Reconhecimento

Michel F.M. é um autor contemporâneo prolífico, com parte de sua coleção incorporada ao acervo da Biblioteca Nacional da França (François Mitterrand), o que confere à sua obra um selo de relevância acadêmica e literária internacional. 

Obras disponíveis no Clube de Autores.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Poeta Michel F.M. convidado para o Prêmio Jabuti 2021 - Bruno Michel Ferraz Margoni, poeta, escritor, compositor, filósofo ⛩️


Bruno Michel Ferraz Margoni © Poeta, Escritor, Compositor, Filósofo, Educador, Comunicólogo, Publicitário, Profissional de Educação Física, Antologista, Slackliner.

Membro-Fundador e Acadêmico Imortal da AISLA - Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte e da Ordem Literária Omnium (OLO).

Graduado em Comunicação Social, Educação Física e Filosofia. Especialista em Psicologia aplicada à Educação Física e ao Desporto e Metodologia do Ensino de Arte.

Membro do acervo de Literatura em Língua Lusófona da Biblioteca Nacional da França/BnF. Expôs suas obras em Paris no ano de 2016.

Fundador, Editor-chefe e Antologista na Editora Antologias Conectatum, desenvolveu o projeto editorial para diversos livros, incluindo Eclipse Vital (Volumes 1, 2 e 3); Espírito Celeste; e a Trilogia Coleção Opostos, composta por "Na Textura Sólida das Nuvens", "Na Frieza do Magma" e "Amarga Doçura" (antologias de poemas, contos e crônicas), que condensa obras de grandes autoras e autores contemporâneos. Idealizador do Projeto Movimentalize e do 1º Prêmio de Literatura Coleção Opostos.

Participou de centenas de publicações em antologias, revistas, jornais, demais mídias impressas, digitais e concursos literários nacionais e internacionais. Recebeu a medalha Máximo Gorki e o Título de Referência Literária no 1⁰ Prêmio Apontador: Evidências Literárias. Membro Vitalício e Acadêmico Imortal da AIL - Academia Independente de Letras (Cadeira 193: Conectatum). Laureado com a Comenda da Ordem Literária Scriptorium.

Autor convidado do Prêmio Jabuti. Professor Titular de Cargo Efetivo na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Aprovado no Concurso de Mestrado Profissional em Educação Física pela UNESP 2021. Autor de 21 livros publicados.

Perito em Contradições, Sujeito Insubordinado, Mestre dos Pretextos. Contestador por formação, Comunicador por opção e Rimante por acidente. Utiliza o pseudônimo Michel F.M. para assinar suas composições.

Nascido em 13 de fevereiro de 1988, na cidade de Salto interior de São Paulo. Primogênito de Sandra Denize Ferraz Margoni, contabilista graduada pela PUC, professora, militante feminista, pós-graduada em gerência de cidades, liderou a Coordenadoria da Mulher; e Emilio Angelo Margoni, ativista social, consultor em marketing político, assessor parlamentar, pós-graduado em gestão pública; irmão de Cynthia Ferraz, bailarina, circense, profissional de educação física, senior artist em turnês pela Europa, África, Escandinávia e Oriente Médio. Neto de Segunda Bergamo (Bído).

Michel F.M. começa a compor aos quinze anos, integra diversas bandas de rock alternativo. Idealizador e vocalista dos projetos de música autoral "Samaritano" e "Elo Solene".

Em 2008 recebe uma Menção Honrosa no XVIII Prêmio Moutonnée de Poesia, sendo aclamado pelo público por sua canção "A Fábula do Lobo que amou a Lua".

No ano de 2009 conclui o Bacharelado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda (CEUNSP), na condição de bolsista integral pelo Prouni.

Em 2010 publica “Mais um Amanhecer” e “Elo Solene”. Ainda neste ano é convidado a participar do Prêmio Internacional de Poesia “Du Bocage” de Portugal.

Inicia 2011 publicando “(Des) rimando” e “O Último Registro da Raça Humana”, explorando o universo da prosa poética. E finalmente lança sua obra-prima "Áspera Seda", considerado pela crítica literária como sendo um dos melhores livros da Poesia Contemporânea.

No inverno de 2012, finaliza as obras "Impressão Intensa" e "Conectatum", emergindo numa discussão poético-filosófica acerca da condição humana, suas misérias e magnitudes, discorrendo sobre os fatos que nos sentenciaram à existência. Seguem-se a estas publicações duas antologias, "Áspera Seda: Volume Único" (1ª e 2ª Edição). Neste mesmo ano conclui sua Especialização em Metodologia do Ensino de Artes com o artigo "A Arte Cênica como Instrumento para o Desenvolvimento Cognitivo da Criança".

No ano de 2013 traz à tona sua oitava obra lírica, após exatos dez anos de composições, intitulada "Linha (Tênue) Rompida", recheada com estrofes viscerais de um profundo teor autobiográfico; sucedida por “Piekarzewicz” uma epopeia em versos livres, intrincada pela trama político-ideológica, que culmina no romance transcendental da personagem homônima ao título.

Em 2014 publica "Crônicas de um Espelho Meu e os Fabulosos Contos Perdidos do Vale Encontrado" obra poética esculpida a partir de reflexões filosóficas que enfatizam a desconstrução das falsas convicções, a fim de encontrarmos, valores sinceros em nossas vidas. Seguida pelo florilégio "Esplêndida Face Magnífica", que reúne em suas 700 páginas, poemas selecionados de nove de seus livros. Neste ano conclui a Licenciatura em Educação Física e obtém seu registro profissional no Conselho Federal e Regional (CONFEF/CREF).

Em 2015, ano dedicado a experimentalismos literários, rascunha poemas aleatórios, reencontrando-se com seus primeiros anos de escrita. Conclui o Bacharelado em Educação Física, pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio.

2016 ingressa no Curso de Filosofia da Faculdade Internacional de Curitiba. Em fevereiro desse ano, embarca para um breve intercâmbio literário na cidade de Paris, após receber um convite da Curadoria da Biblioteca Nacional da França, para expor suas obras no prédio principal, destinado à Literatura e as Artes, do complexo de quatro edifícios que compõem o acervo de mais 14 milhões de documentos, 32 salas de leitura, salas de exposição e ateliês da Biblioteca François Mitterrand.

Famosa por seu acervo de valor imensurável, que conta com obras originais e manuscritos de escritores imortais, como os filósofos René Descartes, Jean-Jacques Rousseau, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, os romancistas Gustave Flaubert, Alexandre Dumas, Charles Baudelaire e Victor Hugo, dentre inúmeros outros nomes consagrados.

Os meses de fevereiro e março, apresentam uma dinâmica especial, por receberem a “Paris Fashion Week”, aumentando consideravelmente o fluxo de apreciadores das diferentes modalidades de Arte. Sendo que a Biblioteca fez parte deste circuito, da Semana de Moda em Paris, com eventos internos e adjacentes.

Michel F.M. teve uma coleção poética com dez de seus livros exposta ao público, sendo que ao final de março, suas obras foram incorporadas ao acervo permanente de Poesia em Língua Estrangeira, da Biblioteca Nacional da França "François Mitterrand".

O autor também estabeleceu uma parceria com sebos e espaços alternativos, localizados na Avenue Saint Michel, um reduto de literatura e arte parisiense e no Centro Cultural Georges Pompidou (que abarca museus, bibliotecas e instalações artísticas), onde suas obras estão disponíveis.

Em 2018 finaliza sua Especialização em Psicologia aplicada à Educação Física e ao Desporto e a Licenciatura em Filosofia, pelo Centro Universitário Internacional.

Completando em 2019 o terceiro ano à frente do Projeto Movimentalize, dedicado a valorização da Educação Física Escolar e do Movimento Humano, realizado em escolas públicas, que conta com um portfólio composto por milhares de registros relacionados à práxis da Educação Física no âmbito escolar, envolvendo a formação crítico-reflexiva e autônoma de centenas de educandos ao longo desse período.

Adentra 2020 concluindo o lançamento da trilogia “Mestre dos Pretextos”, composta por “Delírio Absoluto da Multidão Atônita” (2016), “Pacífico em Brasas” (2017) e “Atlas do Cosmos Para Noites Nebulosas” (2020).

Participa da Copa Intercontinental de Xadrez e do Seminário Internacional dos Esportes da Mente, realizando a extensão universitária em "Xadrez como inclusão escolar" pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No ano de 2021 é aprovado no Concurso de Mestrado Profissional em Educação Física pela UNESP (PROEF/CAPES).

Publica "Poesia Pandêmica ou O Improvável Florilégio das Aventuras Impossíveis", um relato cáustico e brutal dos dias sombrios, vividos em reclusão, num mundo estilhaçado pelo negacionismo e a estupidez, onde breves relances de lucidez resistem bravamente, esperançando um presente possível.