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quinta-feira, 19 de março de 2026

Ingrid, a Poderosa em Moletom - Michel F.M.


Ingrid, a Poderosa em Moletom

Eletrificou-me a feição,
Feito as flechas furiosas
Que descendem dos céus,
Nas tempestades calorosas de verão.

No penteado, satisfação,
Musculatura facial num ar severo,
Descreveram historíolas,
Deixando o próprio Homero, no chinelo.

Ingrid,
Sucumbiu os pilares do paraíso,
Explodiu as aéreas quimeras etéreas,
Afundou-me nas garras do teu sorriso.

Hesitante, Zeus se prostra,
O mais sábio dentre os deuses,
Nada sabe; nesta mostra,
Está indeciso.

Hades abre com cautela,
Os portões do submundo,
Só pra vê-la desfilando,
Ao portar teus absurdos...

Aportando sem suspense,
A poderosa em moletom,
Enlouqueceria, o próprio,
Poseidon.

Ares, o pacifista,
Abandonou as estratégias,
Substituiu por ela,
O frenesi, na arte da guerra.

Ingrid,
Do paraíso extraiu os pilares,
Expandiu as etéreas manobras aéreas,
Arrebatou elogios aos milhares.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

sábado, 14 de março de 2026

Entre Aliens e Unicórnios - Michel F.M.


Entre Aliens e Unicórnios

Surgimos de baixo da cama,
Por meio de lençóis e colchas,
Para além dos edredons,
Dos portais fabulantes,

De trás para frente,
De ponta cabeça, enfim,
Comece de novo,
Só comece novamente.

Remoendo a massada das rimas,
Bote o todo na betoneira dos poemas.

Você não quer que todo mundo entenda, não é ?!
Imagine como seria tedioso
Se todo mundo entendesse.
Mas não se aflija, pois não vão.

Para cá desta murada,
Não se vê tumulto, flagelos,
Nem filas ou reclamações,
As únicas interações são nossas
E para conosco,

Quando as nuvens do incômodo se aglutinam,
Despenca o toró, a torrente do alvoroço
E a alvorada nos enlaça saudosa.

Disseste que teu nome
Era diminutivo de lua,
Como recompensa te dedico
Esta soma empanada de estrofes.

Indissociável como estrógeno e progesterona,
Luara, o motivo inicial desta composição
Foi um tanto desvirtuado,

Mas considere o fato que registros efetuados
Tem como prêmio a posteridade,

Ficando assim estampado
Senão nas memórias pueris,
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos, serem como são.

Abandonados nos trópicos
Entre câncer e capricórnio,
Um humor sulfúrico para ti,
Vossa graciosidade se revela a sós.

Entre Aliens e Unicórnios,
Existem tantas teorias
Que não existem, por aí,
Mas que existem, para nós.

Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos serem como são.

Serem
Como são,
Em nossa comoção.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2020)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Allana - Michel F.M.


[Allana]

Destoava suplicante
Na saleta dos excluídos,
Ali, jaziam fustigantes
Os descartáveis, defeituosos,

Espaço do refugo,
Destinado aos inferiores;
Na xepa,
Somente o que é abaixo da média,
Teria a descuidada intenção.

Entretudo, Allana adivinha
De terras longínquas,
Concebida no velho mundo

Descendia das clássicas,
Entre Ilíadas-e-lusíadas,

Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível,
Em última instância,
Épica epopeia inexprimível.

Tua impaciência como qualidade
Beirava o descuido espatifante,
Dum equilíbrio fino, sem igual,
Na desconcertante lateralidade do bambolê.

Conheci Allana na segunda ou na quarta,
Não me lembro ao certo do dia,
O fato é que na sexta,
Allana já era poesia.

Quando ela compreendeu
Que poderia ser o que quisesse,
Ela se tornou
Tudo o que podia.

Allana, em última instância,
Épica epopeia inexprimível,
Os argumentos irrefutáveis
E a caligrafia ilegível.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

O Homem que Lascou a Pedra - Michel F.M.


[O Homem que Lascou a Pedra]

E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,

Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,

Quase sempre trata-se de algo
E alguém.

O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.

Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.

Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,

Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.

Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.

Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,

Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

sábado, 31 de janeiro de 2026

"Pacífico em Brasas" é uma obra do autor Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) que compõe a sua "Trilogia Mestre dos Pretextos", ocupando a segunda posição na série. O livro é frequentemente descrito como uma peça de arte literária que mescla poesia, filosofia e metafísica.



"Pacífico em Brasas" é uma obra do autor Michel F.M. que compõe a sua "Trilogia Mestre dos Pretextos", ocupando a segunda posição na série. O livro é frequentemente descrito como uma peça de arte literária que mescla poesia, filosofia e metafísica

Abaixo, os pontos principais para uma análise da obra:

1. Temática e Estrutura Literária

A obra não segue uma narrativa convencional, situando-se em uma categoria híbrida entre Artes, Filosofia e Poesia. Michel F.M. explora temas densos como: 

Metafísica: O autor busca transcender o mundo físico para discutir a existência e o ser.

Ética e Moral: Há uma reflexão constante sobre as questões fundamentais da conduta humana.

Movimentos Culturais: A obra analisa como o pensamento evolui através das épocas. 

2. O Estilo Poético e Linguístico

O autor é reconhecido por uma linguagem introspectiva. Um exemplo do tom da obra é o trecho: "Após a cordilheira, da assombrosa inanição, no colapso iminente, nos resta redenção". 

Esse estilo sugere uma busca por redenção em cenários de caos ou colapso, utilizando a "brasa" como metáfora para uma chama latente de existência em meio ao "pacífico" (que pode representar tanto o oceano quanto um estado de quietude). 

3. Contexto na Trilogia

Para compreender "Pacífico em Brasas" em sua plenitude, deve-se considerar o arco completo da trilogia publicada via Clube de Autores:

1. Delírio Absoluto da Multidão Atônita
2. Pacífico em Brasas
3. Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas 

4. Reconhecimento

Michel F.M. é um autor contemporâneo prolífico, com parte de sua coleção incorporada ao acervo da Biblioteca Nacional da França (François Mitterrand), o que confere à sua obra um selo de relevância acadêmica e literária internacional. 

Obras disponíveis no Clube de Autores.