quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Indestrutível Competência da Fragilidade

A Indestrutível Competência da Fragilidade

Inesperado,
Despertar  neste  dia  nublado,
Encontrar  teu sorriso  estampado,
Num  resquício quase  que  dissipado
De  teus  vestígios,
Ladeados  aos  meus.

Inusitado,
Desandar  nesta  milha  encorpada,
Constatar  tua  ação  engajada,
Numa  prática  inveterada
Das  tuas  mãos,
Embrenhadas  às  minhas.

Inadequada,
Graças  aos  Deuses,
Esta assimétrica  necessidade
Inconforme,  de  cambalear,
Oscilante  tremular  afrouxado,
Grudado  ileso  à  nós.

No  início, imaginei, que  fossemos  frágeis, Equivocado  em  têmpera  e  grau;
Era  justamente  o  contrário.

[Michel F.M.]

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